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19/02/2015

Transportadores querem mais empenho e trabalho das autoridades para acelerar obras atrasadas nas rod

Florianópolis, 14.2.15 – Os transportadores rodoviários de carga estão indignado com o descaso do governo estadual e governo federal pelo atraso das obras nas rodovias de Santa Catarina. Esse descontentamento foi assunto da reunião de diretoria da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc). Os vice-presidentes e diretores da entidade relataram o descontentamento dos empresários e dos motoristas com os serviços parados em várias estradas estaduais.

O vice-presidente do Setcom, Tarcísio Vizzoto, afirmou que o governo estadual deveria pelo menos tentar manter o andamento da restauração das vias com maior fluxo de veículos. O diretor da Federação, Everton Fontanella, afirmou que além de retardar o cumprimento do prazo, a SC-390 está sendo refeita com um projeto antigo. Outro fato grave é que essas rodovias em reforma estão em áreas urbanas e têm se tornado vias das cidades.

O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, destacou que foi proposto pelo secretário estadual de Infraestrutura, João Carlos Ecker, realizar reuniões nas oito regionais do Deinfra pela secretária com os Sindicatos e empresários do transporte para avaliação da situação de infraestrutura de cada região. Para Lopes, o tão falando Pacto Por Santa Catarina não existe mais, pois só têm notícias de obras paradas.
A sugestão dele é um refinanciamento para a infraestrutura. Para o vice-presidente regional da Federação, Lorisvaldo Piuco, falta vontade para fazer o que é necessário para o setor de transporte. Ele lembrou que faltam três quilômetros na rodovia entre Criciúma – Siderópolis e Treviso. Mas que não se sabe quando a obra será concluída.
O diretor, Osmar Ricardo Labes fez um relato sobre o andamento da duplicação da BR-470, obra lançada com muita pompa e discursos em 2013. Ele disse que o lote da passagem de Blumenau está parado e o outro entre Blumenau e Indaial nem começou. Parece que ainda não conseguiram desatar os nós da burocracia.
O presidente da Federação destacou no encontro da diretoria, o andamento dos pontos de apoio previstos na BR-116, no KM 145, este já autorizado Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e o da BR-101 está em estudo o melhor local a ser implementado.
As mudanças no Sest Senat que estão sendo implementadas pelo Conselho Regional foram tratadas no encontro. Segundo Lopes, as principais alterações é que em Santa Catarina terá como coordenador geral, cargo que será exercido pelo atual secretário executivo da Federação, Leonardo de Carvalho. As licitações de novas obras, compras e materiais serão feitas por uma comissão aqui mesmo. Antes, boa parte era feita pela diretoria executiva em Brasília. Cada unidade passa a ter um coordenador financeiro/administrativo, cargo de confiança do presidente do Conselho Regional. “O diretores e gerentes, pela nova estrutura, agora terão mais tempo para se dedicar ao planejamento, execução das ações na área social e de formação profissional e avaliação dos resultados. “, enfatizou o presidente do Conselho Regional, Pedro Lopes.
A boa notícia é que os editais de licitação para as obras das Unidades C de Joinville, Concórdia e Lages devem ser publicadas nas próximas semanas. A prevista para Itajaí ainda está em espera porque ainda espera a solução de algumas questões.
E o treinamento deve ganhar um grande impulso a partir deste ano com a previsão de simuladores móveis nas unidades do Sest Senat para treinamento dos motoristas de passageiros e de carga.


Recadastramento do RNTRC com controle de veículo, da carga e da jornada do motorista pode começar em abril

O recadastramento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Carga (RNTRC) tem previsão para iniciar no mês de abril. Mas, Lopes adiantou que a ideia em andamento pela ANTT e Receita Federal é a colocação de um dispositivo eletrônico, como já falado anteriormente, que vai permitir, ao passar por um controle, aos órgãos de fiscalização terem todas as informações sobre o veículo, motorista e a carga.
Com os dados do chip, as autoridades saberão se o caminhão está em dia com a documentação, se o motorista tem habilitação para o transporte, se a carga está registrada nos órgãos de arrecadação com a Fazenda Estadual e Receita Federal e quanto tempo aquele condutor está na direção. Isso tende ao controle da arrecadação de tributos, o controle da jornada do motorista, o tipo de mercadoria que é registrada na fazenda com a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), exigido para pagar o frete de modo eletrônico.


Fonte: Setransc


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