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21/05/2009

Sadia e Perdigão são opção para longo prazo

Ações das empresas subiram com expectativa da fusão e devem ter alta limitada no anúncio formal.

A alta de 33% das ações preferenciais da Sadia e de 19% das ordinárias da Perdigão, ao longo das últimas três semanas, indica que a fusão das duas companhias – cujo anúncio formal foi feito na manhã desta terça-feira – já esteja parcialmente precificada nos papéis. Por isso, comprar ações, pensando em lucrar no curto prazo a partir da relação de troca dos papéis da nova empresa a ser criada (a Brasil Foods), pode se mostrar uma alternativa pouco interessante. No dia 24 de abril, a Perdigão informou oficialmente a retomada das discussões sobre a viabilidade da associação com a Sadia.

A compra de ações das duas empresas será vantajoso para os investidores que pensam em se beneficiar de ganhos de sinergia no longo prazo, segundo analistas. Afinal,  Sadia e Perdigão formarão a maior companhia de alimentos industrializados do Brasil, a 10ª maior das Américas e a número um do mundo no processamento de carne de frango.

“Apesar de o negócio ainda não ter sido anunciado, a fusão é inegável, o que fez com que os papéis já subissem bastante”, diz o analista da corretora Planner, Peter Ping Ho. Por esta razão, em relatório distribuído a clientes há dez dias, a corretora Link – que em março havia recomendado a compra de papéis PN da Sadia, vislumbrando a possibilidade de lucro na operação com a Perdigão – sugeriu aos investidores que realizassem o lucro registrado até então, com a venda das ações.  Há dias, a ação estava cotada em R$ 4,59 e no fechamento desta segunda-feira, em R$ 4,54.

A eventual venda de marcas e o tempo de maturação da nova empresa são fatores que podem levar os preços das ações a sofrer volatilidade no curto prazo, avalia Ping Ho. “Para o investidor que está fora das ações, vale a pena esperar e comprar os papéis após o negócio ser efetivamente anunciado, pois ele pode pagar mais barato”, explica o analista.

Juntas, Perdigão e Sadia dominarão mais de 60% do mercado de alimentos industrializados, como pizzas e pratos prontos. “É o segmento em que as empresas conseguem as maiores margens de lucro e no qual podem ter de se desfazer de marcas”, diz Ping Ho, já que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve impor restrições à fusão.


Fonte: Mariana Segala e Yolanda Fordelone - AE


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