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12/02/2009

Ronda Transal - Santa Catarina

Cai o preço das carnes nobres em SC

A crise financeira que ocasionou a redução na exportação de carnes, fez o preço do produto desabar nas prateleiras dos supermercados. O valor do quilo do filé mignon, por exemplo, caiu de uma média de R$ 25 para até R$ 13. A picanha baixou 23% e o coxão mole recuou 13%. A explicação é a famosa lei da oferta e da procura.

— Passou o período mais forte de consumo por conta das férias. A procura menor aliada à maior oferta faz o preço cair — destaca o presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Adriano Manoel dos Santos.

Além disso, com uma queda de 20% na exportação brasileira de carnes bovina e suína e de 11% na de frango, o jeito foi reter os produtos no mercado interno. Como aqui o consumo também diminuiu, a redução de preço foi inevitável. E até o mercado se adequar a esse novo cenário, os preços devem ficar atrativos.

Na semana passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, chegou a mencionar que, após uma queda brusca em janeiro nas exportações, o mercado deveria se normalizar este ano.

Embora veja o anúncio com otimismo, o diretor do Sindicato da Indústria de Carnes de SC (Sindicarnes-SC), Ricardo Gouvêa, acredita que pelo menos no primeiro semestre, a situação não deve ter grandes transformações.

— Acertar a questão comercial não vai ser assim tão rápido — diz.

Enquanto um novo aumento não chega, o consumidor aproveita. Acostumados a comprar carne moída e alcatra, esta semana o casal Halyson Silva Leandro e Gabrielle de Souza Becker optou pela maminha. Somente no Bistek, segundo o assessor de marketing, Marcelo Póvoas, foram comercializadas mais de 60 toneladas de carne nos dois últimos fins de semana.

Já o BIG registrou um aumento no consumo geral de cerca de 10%. Mas não foi só a carne vermelha que diminuiu de preço. O salmão, um dos peixes mais caros, também entrou na lista.

— Como o produto está com uma oferta grande, o quilo, que custava até R$ 25 está custando, agora, entre R$ 12 e R$ 15 — afirma o proprietário da rede Giassi, Zefiro Giassi.


Fonte: Graziele Dal-Bó - Diário Catarinense


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