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05/03/2009

Ronda Transal - R. Grande do Sul

RS tem a menor diferença de renda entre homem e mulher

A região metropolitana de Porto Alegre é a que registra menor diferença nos rendimentos do trabalho de homens e mulheres entre as seis que integram a Pesquisa Emprego e Desemprego (PED), contrariando a fama de machista dos gaúchos.A conclusão é de levantamento divulgado ontem pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Na Grande Porto Alegre, a média dos ganhos das mulheres em 2008 foi 14,6% inferior à dos homens. Apesar da diferença, houve redução na distância entre os sexos. Em 2007, os valores recebidos pelas trabalhadoras na região foram 16,3% menores do que os repassados aos trabalhadores.

Foi a primeira vez que a região figurou na liderança do ranking da igualdade no estudo feito pelo Dieese desde o ano passado. Na edição anterior, a Grande Porto Alegre ficou em terceiro lugar, atrás de Recife e Salvador.

A evolução das trabalhadoras gaúchas no ano passado, segundo a socióloga da FEE Irene Galeazzi, se deve à alta de 4% do rendimento das mulheres em 2008, quando a dos homens subiu apenas 2%.

Segundo a especialista, uma das explicações para o crescimento num ritmo superior ao da renda masculina se deve à ampliação de 9,1% no nível de ocupação entre as mulheres e ao fato de trabalhadoras domésticas terem passado a atuar em outras atividades com carteira assinada.

Brasil tem a maior diferença salarial conforme o sexo

As brasileiras são as que mais sofrem com maior diferença salarial em relação aos homens no mundo todo, com 34% de variação entre as remunerações de ambos os gêneros, segundo a Confederação Internacional dos Sindicatos. O estudo, baseado em pesquisas com 300 mil mulheres de 24 países, afirma que estas, no mundo todo, ganham em média 22% a menos do que os homens.

Depois do Brasil, as maiores diferenças ocorrem na África do Sul (33%), no México (29,8%) e na Argentina (26,1%). Nos Estados Unidos, a diferença é de 20,8%. As menores diferenças nas remunerações são registradas na Suécia (11%), Dinamarca (10,1%), Reino Unido (9%) e Índia (6,3%). Além da brecha salarial, as mulheres sofrem outros tipos de discriminação, como uma menor promoção da carreira profissional e a carência de políticas que conciliem o trabalho e a vida familiar. Além disso, o estudo afirma que a atual crise afeta de forma especial as mulheres no momento de buscar um emprego ou em suas condições trabalhistas.



Ranking da igualdade

Relação entre a renda média do trabalho das mulheres e a dos homens, por região metropolitana:

Porto Alegre 85,4%
Recife 81,9%
Salvador 80,7%
Distrito Federal 76,5%
São Paulo 76,4%
Belo Horizonte 74,9%


Fonte: Fonte: Fonte: FEE, Dieese e Fgtas - Zero Hora


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