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25/02/2009

Ronda Transal - R. Grande do Sul

Crise dificulta instalação de fábrica de blindados no Estado

Confirmada pelo governo do Estado em 23 de maio do ano passado, a instalação de uma fábrica de jipes blindados para uso policial e militar está cada vez mais distante de se tornar realidade.

Na oportunidade, em audiência no Palácio Piratini, os russos da Rosoboronexport, estatal que faz a negociação para exportação de materiais bélicos do país, estiveram com a governadora Yeda Crusius e anunciaram que estavam trazendo a unidade para Santa Rosa. A negociação havia se iniciado no começo de 2008 e incluía a compra de jipes como condição para a instalação da fábrica. Uma missão do governo gaúcho foi à Rússia para testar os veículos GAZ Tiger, que seriam adquiridos para a Brigada Militar. Segundo a empresa russa, 32 blindados deveriam ser comprados pelo governo, ao custo de US$ 200 mil cada.

Apesar do entusiasmo de ambas as partes, a compra dos jipes nunca se concretizou. De acordo com o secretário adjunto do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Josué Barbosa, a crise financeira global e a contenção de gastos provocada pela meta de zerar déficit fiscal prejudicaram o negócio:

– O investimento interessa demais. Mas, neste momento, é complicado comprar os jipes. É uma vinculação que está complicando a negociação.

Para instalar a linha de montagem, os russos investiriam em torno de R$ 50 milhões. A unidade teria condições de produzir cerca de 300 veículos por ano, com a abertura de 700 empregos, além de estimular a criação de fornecedores locais.

De acordo com Ricardo Marques, consultor militar brasileiro que representa os russos, a compra dos blindados seria uma forma de garantir a operação nos primeiros meses. O número de jipes poderia ser negociado, segundo Marques, o que ajudaria a facilitar a concretização do negócio:

– Estamos única e exclusivamente esperando uma resposta do Piratini.

O consultor alega que a Rússia pode desistir do negócio se o governo gaúcho não se manifestar até o fim deste mês, já que outros Estados teriam interesse no negócio.


Fonte: Alexandre De Santi - Zero Hora


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