Confira as últimas notícias sobre a Transal e o mercado de transportes.

13/02/2009

Ronda Transal - R.Grande do Sul

Traficante que matou PM em 2007 é condenado a 34 anos de prisão

Em um julgamento que durou quase 20 horas, o traficante Joel Mendes de Vargas, o Joel Cabeludo, 28 anos, foi condenado por volta das 3h30min desta sexta-feira a 34 anos pela morte do policial militar Emerson Cerbercerlaq Ventura, 33 anos.

O soldado foi morto quando dava apoio a policiais civis que haviam sido recebidos a tiros pelo criminoso durante uma ação na Vila Areia, na Capital, no dia 8 de novembro de 2007.Vargas terá direito a recorrer, mas ficará preso.

Joel é acusado de abrir fogo contra policiais civis e militares que cercaram sua casa, onde funcionava uma boca-de-fumo. Naquela manhã, oito policiais do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) foram recebidos a tiros ao se aproximar da casa do réu, um casebre no beco I, na Vila Areia.

Durante o tiroteio, os policiais civis Leonardo Schneider de Almeida, 35 anos, e Eduardo Cabral, 45 anos, foram feridos a tiro sem gravidade. Colegas, então, pediram apoio à Brigada Militar durante o intenso tiroteio. Os primeiros PMs que chegaram ao local também foram recebidos à bala. Entre eles, o soldado Ventura, 33 anos, foi atingido na cabeça por um tiro que teria sido disparado por Joel. Ele morreu a caminho do hospital.

Minutos depois, o traficante decidiu se trancar com a namorada e outra adolescente em casa e só se render à tarde, após ter o casebre cercado em uma ação que envolveu também agentes da Polícia Rodoviária Federal. Em uma demonstração polêmica de simpatia ao criminoso, moradores aplaudiram o réu na hora da prisão.

Na época do tiroteio, Vargas era foragido e estava condenado até 2029 pelos crimes de homicídio e porte ilegal de arma. Ele havia fugido em agosto daquele ano da Colônia Penal Agrícola (CPA), de Charqueadas, onde cumpria pena no regime semiaberto. Três anos antes, já havia escapado do mesmo local, sendo capturado um ano e meio depois.

Morto no tiroteio, Ventura seguia o exemplo de tios, primos e do pai, Dalmiro Campos Ventura, sargento da reserva da BM, e estava no 11º Batalhão de Polícia Militar. Meses antes da morte, havia se formado em Direito pela PUCRS.


Fonte: ZERO HORA


Outras notícias