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12/02/2009

Ronda Transal - R. Grande do Sul

Fiscalização e prisões da Lei Seca diminuem a cada mês

Passado mais de meio ano do surgimento da Lei Seca nas estradas — aquela que admite prisão em flagrante de motoristas que ingeriram alguns goles de bebida alcoólica—, o impacto da legislação diminuiu muito. Os policiais fiscalizam menos veículos a cada mês e a consequência é que o número de condutores multados e presos tem caído. É o que demonstram números fornecidos pela Brigada Militar, referentes tanto às estradas quanto às vias urbanas.

ALei Seca estreou em 20 de junho, com furor. No primeiro mês foram fiscalizados 1,638 milhão de veículos pela Brigada Militar (média de 53 mil por dia), com 433 multas mensais por embriaguez distribuídas e 366 motoristas presos em flagrante. Desde então, o ímpeto caiu, lenta e decisivamente, mês a mês. Em janeiro foram fiscalizados 1,449 milhão de veículos (média de 48 mil por dia ou cerca de 10% a menos do que o ritmo inicial). Uma queda de quase 200 mil em relação ao mês em que a nova lei foi implementada. O número de multas baixou para 310 no mês e o de prisões, para 277.

Embora o número de prisões feitas pela Polícia Rodoviária Federal siga crescendo, as estatísticas da Brigada são fundamentais porque representam o maior número de abordagens, em RSs e nas vias dos municípios.

Alguns otimistas, dentro da BM, preferem atribuir à conscientização dos motoristas a redução do número de multas e prisões. Os condutores estariam bebendo menos antes de dirigir, acreditam. Mas é o próprio subcomandante da Brigada Militar, coronel Lauro Binsfeld, quem admite: os policiais não têm mantido o mesmo padrão de vistorias do início da Lei Seca.

Binsfeld considera natural que o ritmo diminua com o tempo, em qualquer atividade. Outro fator é a histórica carência de PMs. Mas o subcomandante promete uma reação imediata:

— Vamos subir todos os números referentes à fiscalização e manter a credibilidade das barreiras de trânsito, que são apoiadas pela população.

Uma das mudanças cogitadas é que as blitze sejam realizadas mais perto de bares. Outra decisão é que não sejam divulgados horários e locais das barreiras. A idéia da Brigada é que a retomada da fiscalização inicial garanta a redução no número de mortes nas rodovias, que em 2008 alcançou 9,7%.

— O consumo de álcool aumentou e se sabe que as pessoas criaram dispositivos para continuar bebendo e se deslocando até suas casas — aponta o gerente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restarantes no RS, Paulo Meira.


Fonte: Zero Hora


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