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12/02/2009

Ronda Transal - Paraná

Usuário sofre para obter passe escolar

Os pais que tentam obter o passe escolar – que dá direito a 50% de desconto na passagem do ônibus – são obrigados a enfrentar longas filas nos primeiros dias de fevereiro. Às 17 horas de ontem, nos terminais dos bairros do Pinheirinho e Fazendinha e na sede central da Urbs (estatal municipal que gerencia o transporte público na capital), alguns usuários aguardavam pelo atendimento desde as 9 horas da manhã, caso da auxiliar de enfermagem Sônia (que não quis informar o sobrenome).

“Os funcionários dizem que devemos reclamar para os vereadores e que todos os dias é assim”, relata. “No meu caso, trabalho à noite e estou o dia todo sem dormir e sem almoçar. É revoltante.”

Para se ter ideia da demora do processo, os próprios atendentes informavam as pessoas com senhas acima do número 50 para que voltassem depois do almoço.

Cada espaço distribui senhas de acordo com a capacidade: 90 no terminal Fazendinha, 120 no Pinheirinho e 300 na Urbs. Na tarde de ontem, a dona de casa Maria da Luz Pires aguardava, na Fazendinha, desde as 13h30, acompanhada do filho de apenas dois meses. “Não há prioridade para idosos, gestantes ou pessoas com criança no colo. Estava com meu nenê aqui e ninguém me chamou”, afirma. Um dos funcionários informou que há atendimento prioritário, desde que as pessoas que necessitam “sejam vistas”.

Nos terminais, um dos principais problemas é o pequeno número de atendentes. Na Fazendinha e no Pinheirinho, existem quatro computadores, mas apenas dois funcionários, contribuindo para o atraso do processo. “Além disso, esses atendentes saem para fazer intervalos e tomar café, mesmo que a fila esteja enorme”, reclama Sônia.

Na sede da Urbs, a situação não era diferente. As donas de casa Catarina Pereira e Fátima Evangelista esperavam desde às 10h30 e 11 horas, respectivamente, pelo atendimento. “Os funcionários demoram quase uma hora para atender uma pessoa”, reclama Fátima. E o desconto de 50% na tarifa é importante para manter as contas em dia. “Os R$ 3,80 já pesavam muito no orçamento”, queixa-se Catarina. “Com o valor em R$ 4,40, as dificuldades são ainda maiores. No meu caso, tenho dois filhos, o que torna ainda mais importante obter o passe.”

A Urbs admite o déficit de estagiários – responsáveis pela operação dos computadores –, mas promete melhorar as condições nas próximas semanas. Em anos anteriores, no terminal Fazendinha, por exemplo, havia sete atendentes se revezando durante o dia. Hoje, são apenas quatro.


Fonte: Vinicius Boreki - Gazeta do Povo


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