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06/02/2009

Ronda Transal - Estado do Paraná

PF faz apreensão de 4 toneladas de cocaína - Carregamento estava escondido em contêineres e iria para a Europa. Droga poderia render de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões.

Cerca de 4 toneladas de cocaína foram apreendidas ontem no Terminal de Contêineres de Paranaguá. A apreensão, realizada pela Polícia Federal (PF), em parceria com a Interpol e a Receita Federal, é considerada a segunda maior já feita em território brasileiro – há dez anos, no Tocantins, foram localizadas 7 toneladas da droga – e a maior do Sul do Brasil. Se vendida, a droga poderia render de R$ 500 milhões a R$ 700 milhões. Ninguém foi preso na operação. A PF instaurou inquérito para apurar as responsabilidades.

A cocaína, de alto grau de pureza, estava embalada em tabletes escondidos no meio de uma carga de madeira e distribuída em cinco contêineres. A mercadoria era de uma empresa de São Paulo, cujo nome não foi divulgado, e embarcaria hoje para a Romênia, no leste europeu.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Wágner Mesquita de Oliveira, devido ao grau de pureza, as quatro toneladas poderiam ser transformadas em até 26 toneladas da droga pronta para o consumo. “A cocaína que chega nas ruas recebe lidocaína e outros elementos. A cocaína aprendida aqui era pura”, diz. Segundo ele, o carregamento provavelmente seria redistribuído da Romênia para outros países. “Nosso cálculo é de vinte reais por grama. Mas é complicado dizer que valor esse carga teria na Europa.” Na Romênia, estima-se que um quilo da droga valha US$ 80 mil.

Uma carga similar de cocaína, de 1,2 tonelada, também em contêiner, havia sido interceptada na quinta-feira passada na Romênia, fazendo com que a quadrilha passasse a ser monitorada pelas polícias dos dois países.

Uma equipe de apoio com peritos vindos de Curitiba passou a tarde de ontem analisando a cocaína apreendida para descobrir o grau de pureza e a provável origem. A análise ajudará a chegar aos fornecedores da cocaína e avaliar o valor total da droga. A operação de rastreamento deverá ser feita em parceria com o DEA, o Departamento Antidrogas dos Estados Unidos.

Rota

A transformação de Paranaguá em um ponto importante para o tráfico internacional já era alertada pelo procurador da República em Paranaguá, Alessandro Oliveira, por volta de outubro do ano passado. “Paranaguá está na rota do tráfico internacional de cocaína por ser uma cidade portuária. Os traficantes tem uma estrutura que envolve empresas fantasmas, aliciamento de funcionários públicos e de marinheiros”, disse.

À época, o atual secretário antidrogas da prefeitura de Curitiba e ex-delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini, afirmou para a Gazeta do Povo que portos como Paranaguá e Santos estavam servindo de entrepostos entre os países produtores (Colômbia e Bolívia) e novos mercados compradores da droga (Leste Europeu e África). “Essa droga sai em pequenas quantidades por meio dos aeroportos ou em grandes quantidades através dos portos. Estamos falando em contêineres inteiros”, afirmou.

Outra quadrilha

Ontem pela manhã, também em Paranaguá, a PF prendeu sete pessoas acusadas de integrar uma quadrilha de traficantes de drogas – aparentemente, sem relação com a apreensão recorde. Seis homens foram detidos em Paranaguá, enquanto o sétimo, que seria o fornecedor das drogas, foi preso na cidade de Tupi Paulista, em São Paulo.

Monica Cubis, Guilherme Voitch e Leonardo Bonassoli, da Gazeta do Povo Online


Fonte: Gazeta do Povo


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