Confira as últimas notícias sobre a Transal e o mercado de transportes.

22/10/2009

Privilégio a crianças em transplantes gera controvérsia

Especialista aprova as normas e jurista afirma que adultos podem recorrer.

Nenhum outro ponto das novas regras para transplantes de órgãos, estabelecidas pelo Ministério da Saúde e divulgadas na quarta-feira, gerou tanta polêmica quanto o que impõe a idade como fator determinante para decidir o futuro de um paciente.

Com as mudanças, crianças e adolescente passam a ter prioridade para receber órgãos disponíveis, desde que os doadores tenham a mesma faixa etária. Se por um lado o benefício anima pais e crianças, de outro, pode aumentar o tempo de espera de adultos doentes.

A polêmica se estendeu aos leitores do site zerohora.com. No Mural, espaço reservado para os internautas deixarem suas opiniões, muitos se manifestaram contra.

Mudanças nas regras agradam a profissionais da área

Na opinião de Wambert Di Lorenzo, professor de Direito Público e Filosofia do Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), o ministério costurou bem as normas e não feriu o princípio constitucional da igualdade.

– Haveria uma falha grave na regra se os menores de 18 anos fossem prioridade para todos os casos. Não é assim – explica o professor.

A notícia foi bem acolhida por especialistas, como o presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), Valter Garcia. Para ele, a prioridade trará excelentes benefícios, sem causar impacto forte entre os que pacientes acima de 18 anos.

– As crianças representam de 5% a 8%, no máximo, dos pacientes que estão na lista – pondera.

> “O que a norma faz é igualar”, diz professor de Direito da PUCRS

> “A regra muda uma injustiça”, diz Presidente da ABTO

Conheça a nova lei

- Menores de 18 anos passam a ter prioridade na hora de receber órgãos de doadores da mesma faixa etária.

- Jovens de até 18 anos poderão se inscrever na fila de transplante de rim antes de ter um quadro de insuficiência renal e começar a fazer hemodiálise.

- Ficou autorizada a possibilidade de doação de pessoas com doenças transmissíveis como hepatite, doença de Chagas, pneumonias e infecções leves para quem tenha o mesmo problema.

- Será criado um site no qual pacientes poderão consultar sua posição na fila de espera com uma senha. O novo sistema estará disponível até o fim de dezembro.

- A idade não é o único critério usado na fila de transplante. Para cada órgão ou tecido, há um tipo de seleção. Para córnea, é por tempo de espera, para fígado, por gravidade, para rim, por compatibilidade, e para coração e pulmão, por compatibilidade de tamanho e outros fatores. Além disso, há os critérios de urgência


Fonte: ZERO HORA


Outras notícias