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10/11/2008

Poluição sonora: Som das ruas prejudica audição

Com o crescimento desordenado das cidades e o surgimento das grandes indústrias, as pessoas passaram a conviver com a poluição de lagos, rios e das próprias metrópoles. Nesse cenário, um outro tipo de poluição que não pode ser visto e com o qual as pessoas de certa forma se acostumaram pode ser considerado um dos maiores problemas da vida moderna: a poluição sonora.

Todo ruído que causa incômodo pode ser considerado poluição sonora. A noção do que é barulho pode variar de pessoa para pessoa, mas o organismo tem limites físicos para suportá-lo. Barulho em excesso pode provocar surdez e desencadear outras doenças, como pressão alta, disfunções do aparelho digestivo, insônia, irritação da pele e até mesmo impotência sexual. Distúrbios psicológicos também podem ter origem no excesso de ruído.

Segundo a Organização Mundial da Saúde - (OMS), o limite tolerável ao ouvido humano é de 65 dB (A). Acima disso, nosso organismo sofre estresse, o qual aumenta o risco de doenças. Com ruídos acima de 85 dB (A) aumenta o risco de comprometimento auditivo. Dois fatores são determinantes para mensurar a amplitude da poluição sonora: o tempo de exposição e o nível do barulho a que se expõe a pessoa.

A perda da audição, o efeito mais comum associado ao excesso de ruído, pode ser causado por várias atividades da vida diária. Há, por exemplo, perda de 30% da audição nos que usam aparelhos como mp3 players durante duas horas por dia durante dois anos em níveis próximos de 80 dB (A). Calcula-se que 10% da população do país possua distúrbios auditivos, sendo que, desse total, a rubéola é responsável por 20% dos casos. Atualmente, cerca de 5% das insônias são causadas por fatores externos, principalmente ruídos.

O ruído de trânsito de veículos automotores é o que mais contribui na poluição sonora e cresce muito nas grandes cidades brasileiras, agravando a situação. Já no âmbito doméstico, a poluição sonora ocorre pela emissão de ruídos acima das especificações produzidas por eletrodomésticos.

E o que pode ser feito para proteger sua casa do barulho das ruas? Para os especialistas, a melhor proteção é a prevenção. Os engenheiros conseguem calcular o nível de ruído ainda na planta e escolher o material mais adequado para o isolamento acústico ideal. Em relação a prédios comerciais e industriais é necessário apresentar um projeto acústico para que a obra seja aprovada.

O mesmo não é exigido na construção de prédios residenciais. As leis sobre a emissão de ruídos, que se baseiam nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não são aplicáveis aos níveis de isolamento residencial. Assim o consumidor tem mais dificuldades de exigir que seu imóvel seja bem isolado acusticamente e o proteja do barulho que reina do lado de fora.

Por se tratar de problema social difuso, a poluição sonora deve ser combatida pelo poder público e pela sociedade, individualmente, com ações judiciais de cada prejudicado, ou coletivamente, através da ação civil pública (Lei 7.347/85), para garantia do direito ao sossego público.


Fonte: Jornal Meio-Norte


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