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26/10/2007

Nova planta surge como opção para produzir biodiesel

Mais uma planta desponta com bom potencial para a produção de biodiesel no país. É o crambe, oleaginosa que a Fundação MS, com sede em Maracaju (MS), acaba de lançar uma cultivar (variedade planta cultivada), a MS Brilhante, com sementes já disponíveis aos interessados.

"Estamos prontos para atender aos produtores rurais", diz o agrônomo Carlos Pitol, acrescentando, também, que já há um grande interesse da indústria sul-mato-grossense pela nova variedade.

"Todas as indústrias do estado ligadas à fabricação de biodiesel estão interessadas no crambe e já recebemos consultas de outros estados e até da Petrobras. O crambe é ótima matéria-prima para biodiesel", informa Pitol.

Mais óleo, menos custo

Conforme explica, o crambe melhorado pela Fundação MS tem 38% de óleo na semente - ante 18% a 20% da soja, outra planta promissora para fabricação de biodiesel em grande escala - e produtividade que varia de mil a 1.500 quilos por hectare, podendo chegar a dois mil quilos por hectare em ótimas condições de fertilidade de solo.

Além disso, ainda comparando o crambe com a soja, a Fundação MS apurou que 1 hectare de soja pronta para colher custa quase R$ 1 mil, enquanto a mesma área de crambe fica entre R$ 200 e R$ 300.

O crambe começou a ser estudado no país para cobertura de solo durante os períodos de clima muito severo em áreas de plantio direto. Após dez anos de pesquisa, porém, descobriu-se suas outras propriedades, como excelente oleaginosa para biodiesel. Pitol esclarece que o crambe é uma cultura de inverno, solteira, pois não pode ser consorciada.

O plantio é recomendado nos meses de abril, maio e junho, conforme a quantidade de chuvas. Após 90 dias, o crambe pode ser colhido. "Portanto, é um vegetal bastante precoce", diz Pitol.

Depois de colhidas as sementes, pode-se fazer o plantio direto sobre a palhada. O crambe seca rápido.

Quanto ao investimento para plantio, o agrônomo diz que não é alto. "Um agricultor tradicional utilizará os mesmos equipamentos que usa para produzir soja, feijão e trigo, porque o crambe dispensa mecanização especial."

As informações são da Agência Estado.


Fonte: www.cnt.org.br


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