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03/04/2009

Ministro da Agricultura defende desmatamento zero durante abertura da ExpoLondrina

Na abertura da maior feira agropecuária do Paraná, governador Roberto Requião disse que a solução para a crise mundial de alimentos está em investir no pequeno e médio produtor

Foi aberta oficialmente na tarde desta quinta-feira (2) a 49ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que será realizada até o dia 12 de abril no Parque de Exposições Ney Braga. Os ministros do governo Lula – do Planejamento, Paulo Bernardo (PT) e da Agricultura, Reinhold Stephanes – defenderam as ações da União em relação à agropecuária. O da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu ainda mudança no código florestal brasileiro e desmatamento zero na Amazônia, além da produção no Centro-Sul do país.

A expectativa da Sociedade Rural do Paraná (SRP) é elevar em 4% o volume de negócios do ano passado que registrou cerca de R$ 183 milhões – e movimentar aproximadamente R$ 190 milhões, além de gerar mais de 5 mil empregos diretos. O público esperado é de 500 mil pessoas.

Estiveram presentes, além do presidente da SRP, Alexandre Lopes Kireef, o governador Roberto Requião, e o vice, Orlando Pessuti, ambos do PMDB, o prefeito eleito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), o prefeito interino José Roque Neto (PTB) e o senador Osmar Dias (PDT). A assessoria de imprensa da SRP havia divulgado a presença da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), mas a assessoria da ministra não confirmou e ela não apareceu ao evento.

Bernardo ressaltou a preocupação do governo Lula em investir na agricultura. “A orientação do presidente é que façamos, sob a liderança do governo, um plano de safra compatível com as necessidades do Brasil e uma parceria com o setor”, afirmou Bernardo, do Planejamento. Já Stephanes disse que os cortes nos investimentos são necessários, mas não afetarão os itens básicos do setor. “Os cortes são necessários, a arrecadação está caindo. Mas as questões básicas, como programas na área da agricultura, defesa sanitária , pesquisa e recursos para comercialização”, disse.

Stephanes defendeu desmatamento zero na região amazônica do Brasil, mas em compensação sugeriu que a produção se mantenha em outros biomas, como forma de ao agravar a crise mundial na produção de alimentos. “Defendemos o desmatamento zero no bioma Amazônia. Mas não devemos deixar de produzir nas áreas de produção consolidada no Centro-Sul do Brasil”, ressaltou. Segundo ele, grande parte da legislação ambiental brasileira foi criada por pressão de Organizações Não-Governamentais (ONGs).

O ministro da Agricultura apontou que o país utiliza 7% do território nacional para a produção de grãos. Para Stephanes, é preciso preservar a natureza, mas garantir a produção agrícola. “Um terço da produção brasileira vem do campo. Vamos deixar essas pessoas produzir grãos, nós precisamos”, disse. Segundo ele, apesar disso, o Brasil é o país mais ecológico do mundo. “Nós temos 30% das florestas originárias do mundo enquanto a Europa tem apenas 0,01%. 67% do nosso território está congelado para qualquer atividade econômica. Temos que repensar a ocupação do nosso território e mudar pelo menos seis itens do código florestal brasileiro”, afirmou.

Já o governador Roberto Requião defendeu o investimento em pequenos proprietários rurais, como forma de minimizar o problema da crise mundial de alimentos. “Precisamos tirar das pequenas e médias propriedades o máximo que elas podem nos dar, porque são elas que colocam alimentos em nossa mesa”, destacou. De acordo com o governador, são 342 mil em todo o Paraná.

Para garantir a produção é preciso investimento e não desmatamento, defendeu Requião. “Não vamos garantir a produtividade eliminando a biodiversidade, mas garantindo o financiamento aos produtores. Quem tem a vocação ao campo, tem a garantia ao governo do estado”, disse.


Fonte: Fábio Luporini - Jornal de Maringá


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