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07/10/2008

Minas Gerais investe em tecnologia para tanques de combustível.

A Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) está liderando, em parceria com a Aethra Sistemas Automotivos, pesquisa para desenvolvimento de nova tecnologia para tanques de combustível de veículos automotores. A tecnologia será elaborada por um grupo de pesquisadores que investigam o comportamento de tanques de combustível na utilização do biodiesel nas porcentagens de 3%, 5%, 20% e 100% misturado ao óleo diesel. Esse grupo, patrocinado pela Aethra, é composto por pesquisadores dos setores de análises químicas, materiais ópticos e eletrônicos, eletromecânica e tecnologia metalúrgica do Cetec; além de representantes da UFMG, Cefet, Puc Minas e cinco montadoras de automóveis. O objetivo da pesquisa é tentar avaliar com a maior rapidez os comportamentos das misturas do biodiesel ao óleo diesel comercializado e a interação dos mesmos com o sistema de combustível. Caso se verifique uma perda de desempenho dos veículos com esse combustível, a Aethra buscará formas de solucionar o problema, já que o biodiesel traz inúmeras vantagens para o meio ambiente, sendo considerado um dos combustíveis mais promissores para o futuro. Além disso, ele já é adotado em vários mercados internacionais, já que a mistura de 3% de biodiesel ao óleo diesel comercializado (B3) é obrigatória em todo o Brasil, desde o início de julho deste ano. De acordo com o superintendente de Engenharia do Produto da Aethra, Marley de Souza Lemos, testes preliminares realizados apontam para um melhor desempenho dos tanques de aço em comparação com os tanques feitos de plástico. A pesquisa servirá para comprovar esta hipótese. E se os resultados comprovarem que o aço reage melhor ao biodiesel que o plástico, o meio ambiente terá ainda mais a ganhar. "O aço oferece a vantagem de não ter problemas com a reciclagem, sendo totalmente reaproveitável. Se, comprovarmos para as montadoras que a performance será melhor com o tanque de aço, iremos convencê-las a não usar os tanques de plástico nos veículos", explica. O superintendente calcula que a pesquisa deve durar de um a dois anos. Ele ainda não possui uma idéia clara do que pode ser desenvolvido a partir desse trabalho, porque isso depende dos resultados alcançados. "Caso verifiquemos uma perda de performance do veículo que usa o óleo diesel misturado ao biodiesel, vamos buscar formas de compensar isso. Iremos adaptar o tanque de alguma forma, talvez até reformular o seu revestimento. O biodiesel é o combustível do futuro e os futuros veículos é que terão de se adaptar a ele", enfatiza Lemos. Parceria A parceria entre o Cetec e a Aethra já existe há mais de 10 anos. A Fundação está presente em vários projetos da empresa. Segundo o superintendente, o interesse pelos serviços do Cetec surgiu a partir de referências que a Aethra possuía de trabalhos bem sucedidos desenvolvidos em outras organizações e da necessidade da empresa de otimizar alguns de seus processos produtivos. Na época, o pesquisador do Cetec e coordenador do Setor de Materiais Ópticos e Eletrônicos, José Roberto Tavares Branco, foi procurado por Lemos e daí surgiram dois projetos. O primeiro foi a aplicação de revestimentos duros para aumento da performance em punções de furação e recartilho. Os revestimentos desenvolvidos pelos pesquisadores do Cetec em parceria com a Aethra geraram um ganho de produtividade na estampagem de produtos, dentre eles um componente para suspensão automotiva. O segundo projeto envolveu a caracterização de materiais para aumento da vida em fadiga e melhoria da estampagem. Nessa pesquisa, foram investigados materiais que poderiam aumentar a resistência de peças em esforço mecânico repetitivo. Dois principais materiais utilizados nesse processo foram os aços microligados e o aço baixo carbono, que melhoraram a estampagem de peças como reservatórios de combustível e aumentaram a vida à fadiga de eixos de suspensão. "Com esta pesquisa, o Cetec contribuiu para que a Aethra planejasse novas ações para o desenvolvimento de seus futuros produtos", ressalta José Roberto. Agência Minas


Fonte: Varginha Online


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