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07/11/2007

Inflação de outubro pelo IGP-DI recua para 0,75%

Desaceleração para 1,02% dos preços no atacado seguram indicador; preços no varejo também recuam, a 0,13%

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de outubro ficou em 0,75%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, o índice apresentou aumento de 1,17%. A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,70% e 1%, e abaixo da mediana das expectativas (0,85%).

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de outubro, o Índice de Preços por Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI) que representa 60% do total do IGP-DI, subiu 1,02% em outubro, ante elevação de 1,64% em setembro. Até este mês, o indicador acumula altas de 5,86% no ano e de 6,77% em 12 meses.

Os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram alta de 2,73%, segundo a FGV. Em setembro, houve aumento de 5,27% nos preços desse tipo de produto. Os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam alta de 14,76% no ano, e registram elevação de 16,72% em 12 meses até outubro.

No mês, as altas de preço mais expressivas, no atacado, foram registradas em soja em grão (5,65%); feijão em grão (33,39%); e mandioca - aipim (16,55%).Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em outubro, foram registradas nos preços de leite in natura (-2,76%); leite pasteurizado (-10,70%); e óleo diesel (-0,62%).


Varejo

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI), representa 30% do total do IGP-DI, teve aumento de 0,13% em outubro, ante elevação de 0,23% em setembro. No varejo, o IPC-DI acumulou aumentos de 3,60% no ano e de 4,50% em 12 meses.

Ao comentar sobre o cenário da inflação no varejo no mês passado, a FGV esclareceu que a desaceleração na taxa do IPC-DI, de setembro para outubro (de 0,23% para 0,13%) foi influenciada principalmente por queda de preços no grupo Habitação (de 0,38% para -0,05%). Das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, três apresentaram elevação de preços menos intensa ou retorno à deflação, de setembro para outubro. Além de habitação, é o caso de educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,13%); e despesas diversas (de 0,14% para 0,04%).

Os outros grupos apresentaram queda de preços mais fraca ou aceleração de preços. É o caso de Alimentação (de 0,19% para 0,25%); Vestuário (de 1,21% para 1,30%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,06% para 0,25%); e Transportes (de -0,31% para -0,19%).

Na análise feita pela FGV sobre os produtos do varejo, as altas de preço mais expressivas em outubro foram registradas em batata-inglesa (15,55%); mamão da amazônia - papaya (16,42%); e feijão carioquinha (14,06%). As mais expressivas quedas de preço, por sua vez, foram apuradas em leite tipo longa vida (-14,67%); tarifa de eletricidade residencial (-1,80%); e beterraba (-23,54%).


Construção Civil

Já o Índice Nacional de Custos da Construção - Disponibilidade Interna (INCC-DI), o qual responde por 10% do total do IGP-DI, subiu 0,51% em outubro, taxa idêntica ao avanço registrado em setembro. O indicador acumula altas de 5,15% no ano e de 5,78% em 12 meses até outubro.

Ao detalhar sobre a inflação no setor da construção em outubro, a FGV informou que, mesmo com a manutenção da mesma taxa de elevação de preços, de setembro para outubro no INCC-DI (de 0,51%), houve aumentos mais intensos nos preços dos segmentos de materiais (de 0,79% para 0,94%) e de serviços (de 0,42% para 0,49%), no período. Porém, houve elevação de preços menos intensa no segmento de mão-de-obra (de 0,26% para 0,11%).

A FGV também revelou que, na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas, na construção civil em outubro, foram registradas em cimento (7,09%); areia lavada (2,47%); e refeição pronta no local de trabalho (0,69%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em elevador - social e serviço (-0,64%); bombeiro (-0,09%) e compensados ( -0,33%).

Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do IGP-DI ainda é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União. O período de coleta de preços para o IGP-DI de outubro foi do dia 1º a 31 do mês passado.


Fonte: Jornal O Estado de São Paulo


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