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10/06/2009

Fiat fecha acordo para aquisição de ativos da Chrysler.

Negócio permitirá que empresa saia da concordata; presidente da montadora italiana dirigirá 'nova Chrysler'

SÃO PAULO - A Chrysler fechou nesta quarta-feira, 10, a venda de seus ativos à montadora italiana Fiat. O acordo permitirá que a empresa saia rápido do processo de concordata, no qual entrou em 30 de abril e que o governo dos EUA disse que iria se resolver em 60 dias. O último obstáculo havia sido removido na noite de terça, quando a Justiça Americana rejeitou bloquear o negócio. A nova Chrysler será dirigida pelo presidente da Fiat, Sergio Marchione. A Fiat não injetará dinheiro na nova empresa, mas fornecerá à Chrysler tecnologia para que a montadora fabrique carros pequenos e de baixo consumo.

Como parte do plano de reorganização, a Fiat terá 20% da nova Chrysler e o sindicato United Auto Workers terá mais de 55%. A fatia da Fiat pode subir a 35% se a companhia cumprir certos parâmetros relacionados ao desenvolvimento de veículos eficientes no uso de combustível nos EUA. A italiana tem a opção de se tornar a acionista majoritária assim que os empréstimos dos EUA tenham sido honrados.

Na última terça, a Suprema Corte dos Estados Unidos negou o cancelamento temporário da venda ao analisar recurso movido por vários fundos de pensão do Estado de Indiana e uma coalizão de grupos de consumidores com o objetivo de barrar a aliança. A maior parte dos ativos da Chrysler poderá agora ser transferida para a Fiat, que vai assumir a companhia através de um processo de concordata acelerado que foi intermediado pelos governos dos EUA e do Canadá.

O governo americano já injetou quase US$ 9 bilhões em financiamento de emergência para a Chrysler desde o final do ano passado, segundo informações da Dow Jones.  O caso da Chrysler vem sendo considerado como um precedente para a General Motors Corp, que também optou por estratégia similar de venda rápida em sua concordata em Nova York, informa a Reuters.


Fonte: Marcílio Souza, da Agência Estado)


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