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04/03/2008

Estudo constata defasagem no custo dos fretes

Em comunicado divulgado no último dia 26 de fevereiro, a Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC & Logística) anunciou ter constatada uma defasagem média de 11,1% nos fretes de carga.

Estudo que aponta a defasagem foi realizado pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (Decope) e pela Câmara Técnica de Tarifa e Comercialização (CTTC) – ambas ligadas à entidade.

De acordo com o estudo, "além das altas acumuladas dos insumos, contribuíram para este resultado, não apenas resíduos não repassados de reajustes anteriores, como também recentes atualizações técnicas na própria matriz de custos, ainda não incorporadas".

"Bom exemplo é a péssima condição de conservação das rodovias que atingiram seu pior nível em 2007 e estão gerando, não apenas maiores custos por quilômetro rodado, como também redução sensível na produtividade dos veículos", diz o estudo.

"A estas dificuldades vieram se somar a elevação do custo com gerenciamento de riscos, o agravamento dos custos administrativos com a enorme burocracia gerada pela guerra fiscal entre os estados e a própria necessidade de melhorar o nível do serviço prestado aos clientes, num mercado cada vez mais exigente."

"A elevação do nível de exigência e personalização dos serviços de transporte, com a adoção pelos clientes de novos processos logísticos de entrega, envolvendo agendamento, separação e paletização de produtos, filas, tripulação adicional, entre outros, tem gerado elevados custos marginais à operação e levaram a NTC, mais uma vez, por meio do Decope, a revisar e atualizar o conjunto de `Generalidades do Transporte`, que será divulgado junto com a nova tabela referencial de custos."

"O Transporte Rodoviário de Cargas que, por injunções de mercado, vem suportando, há muitos anos, notória defasagem nos fretes praticados, vê-se agora numa situação-limite, que exige pronta recomposição de suas receitas e margens. Só assim poderá realizar os investimentos necessários à modernização e ampliação da frota e de toda a sua infra-estrutura tecnológica e operacional. Caso contrário, poderá vir a se constituir em gargalo à retomada do crescimento econômico do país."

"Diante disso, torna-se inevitável o realinhamento tarifário, que poderá ocorrer em níveis até superiores ao percentual médio divulgado (11,1%), dependendo das características de cada contrato. No entanto, como se trata de reajuste emergencial, poderá ser adotado o índice médio de defasagem, com posterior negociação mais técnica e detalhada, buscando a adequação a cada contrato de transporte e suas particularidades."


Fonte: CNT


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