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22/09/2009

Em 15 dias de greve, Volkswagen deixa de produzir 12 mil carros.

Metalúrgicos decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. Nova assembleia vai ser realizada na tarde de terça.

A paralisação dos metalúrgicos da fábrica da Volkswagen, em São José dos Pinhais, na região metropolitana, já dura 15 dias. Nesta segunda-feira (21), durante uma assembleia realizada pela tarde, os funcionários decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A empresa afirmou que não irá mais comentar o movimento e a greve será julgada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR).

A fábrica produzia cerca de 850 carros, em média, por dia. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), durante o período da greve deixaram de serem produzidos 12.320 automóveis. Na terça-feira (22), às 14 horas, o sindicato vai realizar uma nova assembleia na porta da fábrica.

Na última quinta-feira (17) os metalúrgicos rejeitaram a proposta feita pela empresa de 7,57% de reajuste em setembro (3% de aumento real mais 4,44% de correção de 100% do INPC), abono de R$ 2 mil e aumento no adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010. Segundo a assessoria de imprensa do sindicato, os trabalhadores concordam com o valor e data de pagamento do abono, mas exigem 10% de reajuste salarial em setembro (5,32% de aumento real mais 4,44% referente a 100% do INPC). Os metalúrgicos reivindicam também adicional noturno de 30% e que seja aplicado imediatamente, mas a empresa afirma que só pode pagar no ano que vem.

Além disso, outra exigência é que a fábrica reveja a grade salarial, fazendo com que os funcionários de São José dos Pinhais tenham o mesmo nível salarial dos trabalhadores da unidade de São Bernardo do Campo (SP). Caso não aconteça nenhum acordo entre os grevistas e a empresa, a greve ainda deve durar por mais 20 dias.

A previsão é da assessoria de imprensa do TRT-PR. De acordo com o órgão, o sindicato tem até sexta-feira (25) para apresentar defesa sobre a greve. Depois disso, a empresa tem mais um período para analisar e apresentar as contrarrazões. Após passada essa fase o processo será encaminhado para o Ministério Público do Trabalho. Somente finalizado todo esse trâmite o TRT-PR vai distribuir o processo para uma seção especializada.


Fonte: Adriano Kotsan - Jornal Gazeta do Povo


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