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27/02/2008

Denúncia de excesso de carga em SC

O Ministério Público Federal em Santa Catarina ingressou com Ação Penal contra o administrador de uma transportadora de São Marcos (RS), que teria autorizado, mais de uma vez, o transporte de cargas, em rodovias catarinenses, com peso acima do permitido.

O administrador é acusado de causar grave dano contra o patrimônio da União, crime com pena que varia de um a seis meses de cadeia.

Na ação, o procurador da República em Tubarão, Celso Antônio Três, afirma que, ao realizar o transporte de cargas com pesos superiores ao permitido, o réu destrói a malha viária e coloca em risco a integridade física e patrimonial dos demais usuários da rodovia federal.

Para o procurador, a prática desafia as normas de trânsito e demonstra total desrespeito ao patrimônio público. Segundo ele, o resultado do descaso "é o morticínio, a tragédia".

Carga demais diminui vida útil das rodovias

Conforme a ação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu reiteradas vezes caminhões da transportadora no trecho sul da BR-101 trafegando com excesso de peso. Em um dos casos, os caminhões foram flagrados com 31 toneladas a mais do que o permitido.

Em outra situação, moradores de Jacinto Machado, no Sul do Estado, denunciaram que, durante a madrugada, os veículos da empresa passavam em uma rua da cidade para desviar da fiscalização da PRF de Araranguá. Por causa do excesso de peso, os moradores afirmaram que as casas tremiam e a rodovia estava sendo destruída.

De acordo com o Núcleo de Apoio Jurídico da Superintendência de PRF, a condução de veículos com excesso de peso é uma das principais causas dos acidentes graves.

O excesso de carga um dos principais fatores que contribuem para desgaste das condições do asfalto das rodovias.

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura do Transporte (DNIT) calcula que um veículo cuja carga seja 30% maior do que o permitido, provoca diminuição da vida útil da rodovia em 50%.

O administrador da empresa não foi localizado para comentar o assunto. O nome foi omitido porque não houve condenação.
 


Fonte: Diário Catarinense


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