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19/02/2015

Custo do transporte atinge a economia brasileira*

Florianópolis, 18.2.15 – O elo por onde começa a relação de produção com o consumidor é o transporte de todas as mercadorias pelos caminhões e pelas estradas. Se chega no porto, vai pelo caminhão, se chega no aeroporto, vai pelo caminhão e se é embarcado no trem, também o é e se chega ao destino de qualquer canto do Brasil e até do Mercosul, é pelo caminhão. E vice-versa.
E por que razão quem é dono de transportadora, associado à cooperativa de transporte ou o autônomo do transporte rodoviário de carga não merecem respeito, consideração e reconhecimento?

Atirados na vala comum, estamos convivendo com o inferno astral do caos, que de maneira avassaladora, vai se instalando na malcuidada ou inexistente infraestrutura rodoviária brasileira, rodovias municipais, estaduais e federais. Nos reparos que são feitos nas rodovias são aplicados produtos de baixa qualidade e sem projetos adequados, que na primeira chuva abrem-se crateras e a água leva o asfalto. Contrata-se, paga-se a obra e não se fiscaliza. Pior é quando se contrata a empresa para fazer a obra e ela atrasa ou abandona a construção, porque não têm nem recursos e nem capacidade técnica. E isso tem sido muito frequente.

O ano de 2015, logo após as eleições de tantas promessas impossíveis de serem cumpridas, vêm os aumentos impiedosos dos custos. Sobe o valor do diesel a patamares insustentáveis para quem trabalha e para quem consome. E com o combustível vem a elevação de preço de pneus, os lubrificante e o custo da mão de obra. E não acabou, vem mais ganância já programada pelos engravatados de gabinetes, volta da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), energia elétrica e os juros.
Com este quadro de desolação, fica o transportador diante do embarcador tentando convencê-lo a melhorar o valor do frete, custo que no final vai para a mesa do consumidor.

Prestem bem atenção no momento, diante de tudo isso, as empresas estão demitindo e encostando os caminhões no pátio. Observem o movimento nas estradas de como está diminuindo o tráfego de caminhões. É triste ver como foram parar no ralo da ladroagem bilhões de reais, que poderiam ter melhorado, a infraestrutura de transporte, estradas, saúde e educação.
E o mais importante, permitido que o custo do combustível não tivesse impacto em nossa planilha de custos, porque o barril de petróleo caiu de US$ 120 dólares para US$ 49 dólares no mercado internacional. O valor do diesel atual é a razão de todos os aumentos. Aumentaram quando subia lá fora e agora, por que não baixam se está caindo o valor no exterior?
  *Artigo de Pedro José de Oliveira Lopes – Presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) 


Fonte: Setransc


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