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16/12/2010

Consumo de combustíveis supera PIB e cresce 9,5% no ano

Diante do crescimento vigoroso da economia neste ano – estimado na casa dos 7,5% –, o consumo de combustíveis disparou e fechou o ano num ritmo de alta superior ao do PIB.

Brasília (DF) – Diante do crescimento vigoroso da economia neste ano – estimado na casa dos 7,5% –, o consumo de combustíveis disparou e fechou o ano num ritmo de alta superior ao do PIB. O Sindicom, entidade que reúne as distribuidoras, apurou uma expansão média de 9,5%.

O diesel, que corresponde a 46% do consumo de derivados de petróleo, foi o destaque de 2010, com crescimento de 12,2%. Já gasolina e etanol, juntos, tiveram um desempenho mais moderado: alta de 8,6%. Separadamente, enquanto a gasolina registrou aumento de 18,4% graças à estabilidade de preços, o etanol sentiu uma queda de 10%.

Segundo o Sindicom, os preços mais elevados do etanol em 2010 levaram consumidores a usar mais gasolina em seus carros flex. Além disso, o mercado de álcool sofre mais com adulterações, sonegação e outros problemas similares, o que leva parte da produção para o mercado informal –ou pirata, no jargão do setor.

“O ano de 2010 foi muito bom para o setor. As vendas cresceram no embalo da economia, mas ainda convivemos com um realidade de adulterações e forte sonegação principalmente no caso do etanol”, disse Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicom.

Um dos motivos, diz, é justamente a pesada carga tributária do setor. Do faturamento total de R$ 214 bilhões das distribuidoras neste ano, R$ 65 bilhões foram destinados aos cofres dos governos para o pagamento de impostos e outros tributos.

O Sindicom divulgou ainda a participação de mercado de suas associadas. O ranking de 2010 não trouxe novidades. Líder, a BR ganhou um pouco mais de terreno por ser mais forte em diesel, cujas vendas subiram mais. A estatal passou de 36,7% em 2009 para 37,1% em 2010.

Já a Ipiranga, do grupo Ultra, oscilou negativamente de 18,9% em para 18,6%. Por seu turno, a Shell e Cosan (marca Esso) ficaram praticamente estáveis, com 13,3% e 5,3%, respectivamente. A AleSat perdeu um pouco de espaço (0,3 ponto percentual) e marcou 3,4%.


Fonte: Brasil Caminhoneiro


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