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30/03/2009

CEO da GM confirma demissão após pressão do governo dos EUA

Saída de Rick Wagoner foi condição para novo pacote de ajuda; Chrysler deve acelerar fusão com a Fiat

O presidente da General Motors, Rick Wagoner, confirmou sua demissão da montadora na madrugada desta segunda-feira, 30, como parte de um plano de resgate do governo americano à gigante automobilística. A administração Barack Obama ainda condicionou o resgate da Chrysler - outra grande do ramo - a uma fusão com a italiana Fiat.
"Eu estava na sexta-feira em Washington para uma reunião com funcionários do governo. Durante o encontro, eles solicitaram a minha demissão como CEO da GM e por isso eu decidi deixar o cargo", disse o executivo em comunicado divulgado pela montadora. Wagoner será sucedido por Frederick "Fritz" Henderson, diretor de operações da GM.

"Tendo trabalhado em estreita colaboração com Fritz por muitos anos, eu sei que ele é a pessoa ideal para liderar a companhia através da realização dos nossos esforços de reestruturação," afirmou Wagoner, segundo o comunicado, acrescentando estar "pronto para apoiar Henderson".

Autoridades do governo disseram, em comunicado à imprensa antes da entrevista que será concedida pelo presidente Barack Obama nesta segunda-feira, que a Casa Branca dará as montadoras capital de giro suficiente para trabalhar com os acionistas a fim de adotar estratégias mais agressivas. O comunicado alertou, no entanto, que uma "rápida e cirúrgica" falência pode ser a melhor chance de sobrevivência para cada empresa.

No caso da GM, o governo vai fornecer capital de giro para 60 dias. Apesar de ter considerado o plano atual da empresa inviável, a Casa Branca manifestou confiança de que a montadora pode sobreviver.

 

A visão da Casa Branca sobre a Chrysler foi mais dura: ela não acredita que a empresa é viável como uma entidade autônoma. O potencial acordo entre a Chrysler e a Fiat, no entanto, poderia proporcionar um "caminho para a viabilidade," disse o governo. A Chrysler ganhará capital de giro para 30 dias, período que a Casa Branca considera suficiente para a montadora completar o acordo com a Fiat.

O governo norte-americano disse que a Fiat se comprometeu a fabricar automóveis e motores mais eficientes nos EUA como parte de um acordo com a Chrysler.

Se o negócio for um sucesso, o governo disse que poderá investir até US$ 6 bilhões na Chrysler, um montante já solicitado pela montadora. Mas se a negociação não for concretizada, a Chrysler não receberá mais fundos dos contribuintes.

Um funcionário do governo disse que não poderia colocar um valor sobre o montante de capital de giro que será concedido, enquanto as montadoras aprimoram seus planos.

A GM e a Chrysler receberam em dezembro um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo e solicitaram outros US$ 22 bilhões para continuar operando durante este ano. A força-tarefa do governo Obama tem usado os planos de reestruturação apresentados pelas empresas para julgar se elas merecem ou não receber mais capital. O veredicto divulgado ontem pelo governo é de que, na forma atual, os planos não justificam qualquer injeção de novos recursos.


Fonte: Clarissa Mangueira - Agência Estado


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