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18/02/2008

Caminhoneiros vão propor descanso de 8 horas

As transportadoras e caminhoneiros autônomos do Paraná vão entregar ao ministro da Justiça, Tarso Genro, uma proposta para a jornada de trabalho dos motoristas. Depois de uma reunião realizada na Conferação Nacional dos Transportes (CNT) na última quarta-feira em Brasília, os empresários e caminhoneiros autônomos vão propor um período de descanso ininterrupto de oito horas. Além disso, querem que o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indiquem os locais de parada dos motoristas nas estradas do País.
Estas foram as propostas de todas as federações de transportadoras do Brasil e dos caminhoneiros autônomos. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, Luiz Anselmo Trombini, lembrou que as idéias saíram de uma reunião que ocorreu no dia 8 de fevereiro em Porto Alegre e que reuniu motoristas e empresários do setor dos três Estados do Sul. O assunto também foi discutido ontem durante uma reunião em Curitiba com nove sindicatos de transportadoras do Paraná.

'O único perigo que há, é cumprir a liminar da Justiça Rondonópolis (MT). Isso pararia o País e viraria um caos', frisou Trombini. A Justiça de Rondonópolis concedeu uma liminar que limita a jornada de trabalho dos caminhoneiros em 44 horas semanais. Ele comentou que dia 28 de fevereiro haverá uma audiência no Mato Grosso para discutir o mérito da questão e a competência do juiz daquele Estado para julgar uma questão que atinge todo o Brasil.

'Se não ocorrer nada até o dia 28 de fevereiro, vamos cumprir a liminar integralmente e mostrar que não há condições', disse. Segundo ele, caso isso aconteça, a sociedade 'vai sentir o problema na estrada e no abastecimento'.

Trombini lembrou ainda que um caminhão em estrada ruim roda 30 km por hora e poderia chegar a 70 km/hora se as condições fossem melhores. Ele destacou ainda que a liminar só atinge as empresas porque não há como a Justiça do Trabalho fiscalizar os autônomos. O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam-PR), Diumar Bueno, também defendeu a regulamentação da jornada de trabalho mas é contra as 44 horas semanais definidas pela Justiça de Rondonópolis.
 

As informações são do jornal Folha de Londrina.


Fonte: ABTC


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