Confira as últimas notícias sobre a Transal e o mercado de transportes.

30/06/2009

Brasil tem 625 casos confirmados de gripe A, diz Ministério da Saúde.

São Paulo é o Estado que tem mais casos no país: 308

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira que há um total de 625 casos confirmados de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) no Brasil. Até 28 de junho, o Ministério acompanhava 673 casos suspeitos no país. Outros 933 casos foram descartados.

Entre os Estados, São Paulo é o que tem mais casos no país: 308. No RS, são pelo menos 40 casos e a única morte pela doença no Brasil (o último balanço da Secretaria Estadual de Saúde aponta 76 casos no Estado). Em SC, são 46 doentes, conforme o Ministério.

Confira a nota do Ministério da Saúde

1. Casos no Brasil

1.1 — O Ministério da Saúde registra, nesta segunda-feira, um total de 625 casos confirmados de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) no Brasil. Vale lembrar que esses casos são o resultado acumulado desde os primeiros registros de infecção no Brasil, no dia 8 de maio. A quase totalidade desses pacientes já recebeu alta ou está em processo de recuperação.

1.2 — Com relação ao total registrado ontem (domingo, 28/6), o Ministério explica que dois casos (um em Minas Gerais e um no Paraná), foram excluídos por duplicidades no banco de dados. Um caso que havia sido registrado incorretamente em Minas Gerais foi transferido para Santa Catarina.

1.3 — Entre 21h de domingo e 13h de segunda-feira, não houve recebimento de laudos por parte dos três laboratórios de referência para diagnóstico de influenza no país — Fundação Owsaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP).

1.4 — Para todos os casos, estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes.

1.5 — A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, com apoio do Ministério da Saúde, acompanha a evolução do quadro clínico de um paciente, infectado no Exterior, que está internado.

1.6 — Até 28 de junho, o Ministério da Saúde acompanhava 673 casos suspeitos no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 933 casos foram descartados.

1.7 — As definições de caso suspeito, confirmado e descartado, bem como as recomendações para diagnóstico e tratamento estão disponíveis e atualizadas no Protocolo de Procedimentos e Manejo de Casos e Contatos de Influenza A (H1N1), no link http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza—protocolo—procedimentos—28—06—2009.pdf

1.8 - Os números referem-se a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 13h desta segunda-feira. Todos os casos identificados após esse horário serão contabilizados no documento do dia seguinte.

2. Oerfil epidemiológico dos casos no brasil

2.1 — Até 28 de junho, os casos registrados exclusivamente no Sinan (sem incluir as informações dos laboratórios de referência) somavam 578 confirmados. Destes, 384 (66,4%) foram de pessoas que se infectaram no Exterior e 142 (24,6%), de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional). Outros 52 casos permaneciam em investigação.

2.2 — Os principais locais de provável infecção dos casos importados foram Argentina (235 casos), Estados Unidos (81) e Chile (33).

2.3 — Todos os casos autóctones têm vínculos epidemiológicos com pacientes procedentes do exterior. Desse modo, o Ministério da Saúde considera que, até o momento, a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade da transmissão do vírus de pessoa a pessoa.

3. Mudanças no protocolo de procedimentos para o manejo de casos e contatos

3.1 — O aumento do número de casos suspeitos nos últimos dias leva o Ministério da Saúde a ampliar os cuidados para reduzir o potencial de resistência do vírus ao tratamento e evitar que uma maior quantidade de pessoas tenha reações à medicação.

3.2 — A Organização Mundial da Saúde (OMS) vem alertando as autoridades sanitárias e a população de todos os países para o fato de que o uso indiscriminado do medicamento destinado a tratar infectados pelo vírus Influenza A (H1N1) poderá tornar o vírus mais resistente e abrir caminho para o surgimento de novas cepas, ampliando os riscos à saúde pública.

3.3 — Para continuar a garantir a segurança da população diante do aumento expressivo do número de casos suspeitos e confirmados de brasileiros infectados pelo vírus A (H1N1), o Ministério da Saúde decidiu alterar, a partir desta sexta-feira (26), o protocolo de tratamento de pacientes para esta doença, como já fizeram países como Estados Unidos.

3.4 — Até ontem, todos os casos suspeitos notificados até 48 horas após os primeiros sintomas recebiam o medicamento fosfato de oseltamivir. Se mantivesse esse protocolo diante do crescente número de casos suspeitos nos últimos dias, o Brasil registraria um aumento significativo do número de pessoas que fariam uso do medicamento nos primeiros dias, interrompendo o tratamento após terem o diagnóstico descartado por exame laboratorial. Aproximadamente 800 casos já foram descartados no Brasil por exame laboratorial nos últimos dois meses. A maioria desses tomou a medicação.

3.5 — Tal situação ampliaria os riscos de desenvolvimento de vírus resistentes ao tratamento, uma vez que, quanto mais se expõe desnecessariamente o vírus ao medicamento, maior a chance de ele desenvolver resistência ao tratamento.

3.6 — Como forma de reduzir esses riscos, a partir de agora, receberão o medicamento oseltamivir as pessoas que apresentarem um agravamento do seu estado de saúde nas primeiras 48 horas desde a apresentação dos sintomas iniciais e pessoas que têm maior risco de apresentar quadro clínico grave. Neste grupo estão:

Crianças menores de dois anos de idade; idosos (acima de 60 anos), gestantes, pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica.

3.7 — Ressaltamos que a utilização do oseltamivir não é o único meio eficaz para a cura da influenza A (H1N1). A situação, portanto, não muda o compromisso do Ministério da Saúde de que todos terão assistência adequada e acompanhamento durante o seu processo infeccioso. Todos serão atendidos e tratados.

3.8 — Para o agravamento dos casos, todos terão direito a internação em um dos 800 leitos reservados para isso na rede pública, em 53 hospitais de referência (se necessário, este número será ampliado).

3.9 — Ressaltamos, ainda, que o governo brasileiro possui um estoque estratégico suficiente para tratamento de casos de influenza A (H1N1). Para uso imediato, há cerca de 10 mil tratamentos, que estão sendo enviados aos estados de acordo com a necessidade. Além disso, o governo brasileiro possui, em estado bruto, 9 milhões de tratamentos prontos para serem encapsulados caso julgue necessário.

4. Recomendações sobre a suspensão temporária de atividades

4.1 — Em estabelecimentos de ensino, creches, ambientes de trabalho (empresas, indústrias), asilos, quartéis, ambientes prisionais, quando a investigação epidemiológica identificar a ocorrência de casos suspeitos de Influenza A(H1N1), com vínculo epidemiológico, pode ser adotada pela vigilância em saúde local a suspensão temporária de atividades. Quando indicado, deve-se considerar:

· As características do surto (número de pessoas afetadas, características dos ambientes, existência de pessoas com fatores de risco),

· Garantir o sigilo da identidade dos casos confirmados e evitar condutas discriminatórias dos mesmos,

· A duração da interrupção das atividades deve considerar o período de transmissibilidade da doença (de até sete dias, para adultos, e 14 dias, para crianças),

· Devem ser reforçadas as orientações sobre as medidas não farmacológicas preconizadas no Protocolo de Procedimentos de Manejo de Casos e Contatos, que contém os procedimentos de coleta de amostras clinicas,

4.2 — A utilização de máscaras de proteção é efetiva em ambientes hospitalares, mas não tem grande impacto na diminuição de transmissibilidade, quando utilizada pela comunidade em geral, exceto quando orientado pelas autoridades de saúde.

5. Recomendações para viajantes

5.1 — crianças menores de dois anos de idade; idosos (acima de 60 anos), gestantes, pessoas com imunodepressão (por exemplo, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica posterguem a viagem para esses países, caso seja possível, tendo em vista ser o grupo que apresenta maior risco de desenvolver as formas graves da doença. O Ministério da Saúde reitera que esta é uma medida de proteção a estes grupos mais vulneráveis para doença grave, não significando caráter restritivo ao comércio ou transito internacional.

5.2 — Segundo a OMS, Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Chile, Argentina e Reino Unido são considerados os países com transmissão sustentada.

5.3 — Ressaltamos que não há proibição nem restrição de trânsito de pessoas entre o Brasil e esses países. A recomendação é uma medida adicional de prevenção, tendo como base critérios epidemiológicos e o aumento, com a proximidade das férias de inverno, da circulação de turistas brasileiros em países com transmissão sustentada da doença.

5.4 — Como vem fazendo, há dois meses, desde que o Brasil foi notificado sobre a transmissão da nova gripe, o Ministério da Saúde continua seguindo rigorosamente as orientações da OMS, que defende a autonomia de cada país em adotar recomendações com base em suas realidades locais.

5.5 — Desde o alerta da OMS, o Ministério da Saúde vem mantendo total transparência sobre os acontecimentos relacionados ao vírus Influenza A (H1N1) e é sua obrigação alertar os brasileiros sobre os locais onde a transmissão deixou de ser limitada.

6. Casos confirmados e óbitos no mundo

6.1 — Até o momento, 115 países têm casos confirmados e divulgados da doença, de acordo com informações dos governos ou da OMS.

6.2 — Do total de países, 35 têm casos autóctones: Europa (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido), Américas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru e Uruguai), Ásia (Japão), África (Egito) e Oceania (Austrália).


Fonte: Diário Catarinense


Outras notícias