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15/04/2010

BNDES quer maior participação do setor privado na concessão de crédito

O banco se interessa em se tornar o interlocutor entre o governo e o setor privado.

Para desafogar o papel do banco na concessão de crédito, o BNDES vai intermediar as discussões para a mudança de regras que dariam mais condições para o setor privado suprir com recursos, cobrindo a necessidade de financiamento das empresas.

Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, o BNDES é o maior interessado no crescimento do mercado de capitais e quer ser o interlocutor entre o governo e o setor privado.

A ideia é que os debates resultem em propostas para que o mercado de capitais ofereça crédito com prazo mais longo, e que os investidores tenham condições para ampliarem a aplicação de recursos. Coutinho disse que existe a ideia de se desenvolver fundos de crédito e de debêntures "de mais maturidade, em prazos mais longos". Serão discutidas também mudanças sobre a tributação, principalmente relativas ao IR (Imposto de Renda).

"A expectativa é compartilhar [a concessão de crédito] mais com o setor privado. Quero ouvir primeiro o mercado, entender suas preferências, e trabalhar em conjunto", afirmou, em entrevista coletiva, na sede do banco, no Rio.

O movimento do mercado privado vai nortear a necessidade de recursos do banco para os próximos anos. Sobre 2010, Luciano Coutinho garantiu que há suporte para se cumprir a previsão de orçamento "com folga", e desmentiu rumores sobre a necessidade de uma capitalização.

O BNDES prevê que irá conceder desembolsos em torno de R$ 127 bilhões este ano, abaixo dos R$ 137 bilhões do ano passado. Mesmo com liberações recordes anunciadas nesta quarta-feira -- R$ 25,5 bilhões no primeiro trimestre, e R$ 144 bilhões nos últimos 12 meses -- Coutinho manteve a previsão de um volume de desembolsos menor em 2010.

"O dado relativo a 12 meses inclui a operação para a Petrobras [R$25 bilhões] no ano passado, feita em um ambiente de crise, com o mercado privado mais retraído. O empréstimo para a Petrobras não se repetirá na mesma escala", observou.


Fonte: Folha Online


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