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04/08/2009

Auge do contágio pela gripe A será este mês.

Mais quatro gaúchos morrem em consequência da nova doença, elevando o total de vítimas para 29 no Rio Grande do Sul.

A gripe A continuará se alastrando pelo Rio Grande do Sul, devendo chegar ao auge do poder de contágio na terceira semana deste mês. Ontem, a Secretaria Estadual da Saúde anunciou mais quatro mortes pelo vírus H1N1, elevando para 29 o total de vítimas no Estado.

O secretário estadual da Saúde, Osmar Terra, alerta que a epidemia está seguindo a sua trajetória como surto sazonal, só devendo arrefecer quando o inverno terminar. Em países do Hemisfério Norte, onde é verão, como nos Estados Unidos e no México, a doença atingiu seu pico e agora tende a se estabilizar.

Terra calcula que haja em torno de 32 mil pessoas infectadas com o vírus H1N1 no Rio Grande do Sul. A estimativa é feita a partir dos atendimentos médicos e da distribuição do medicamento Tamiflu. Na segunda semana deste mês, observada a tendência, o número deverá saltar para 50 mil contaminados. No apogeu da gripe A, que deve ocorrer na terceira semana, haverá mais de 100 mil gaúchos enfermos.

O aviso para que a população se mantenha precavida também é baseado no obituário. Ontem, a SES confirmou mais quatro mortes. Duas das vítimas eram de Passo Fundo, no Norte. Uma dona de casa, de 43 anos, morta no dia 23, sofria de dislipidemia (aumento anormal da taxa de lipídios no sangue). Um torneiro mecânico, de 44 anos, morto no sábado, não apresentava fatores de risco.

A terceira vítima anunciada ontem é um motorista de caminhão, de 45 anos, morto no dia 25, em Novo Hamburgo. Ele tinha hipertensão arterial e era obeso. A quarta morte ocorreu em Santa Maria: um pastor e pintor, de 39 anos, aparentemente saudável, não resistiu ao vírus.

Com o agravamento da gripe A, os gaúchos devem ter reforçados cuidados básicos como lavar as mãos após contato com equipamentos de uso público (corrimão de ônibus, por exemplo), abrir janelas para ventilar ambientes, andar bem agasalhado e alimentado, evitar aglomerações.

A previsão é de que a gripe A infecte cerca de 1% dos gaúchos este ano. Terra observa que esses poderão desenvolver anticorpos contra a doença para o futuro. No entanto, no próximo inverno, se ainda não houver vacina à disposição, outro 1% da população deverá sofrer com o vírus H1N1.

– Fica a lição: gripe não é uma coisinha – diz Terra, garantindo que a gripe A é menos letal do que a comum e suas consequências.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também afirmou que o número de casos da doença aumentará nas próximas semanas no país.

De acordo com Temporão, o total de pessoas infectadas já é maior do que o da gripe sazonal. Levantamento do ministério aponta que 60% dos casos são causados pelo vírus H1N1, enquanto 40% pelo vírus da gripe comum.

ZERO HORA

 


Fonte: Nilson Mariano - Zero Hora


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