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19/10/2007

Arrecadação de 2007 quase se iguala a todo o ano de 2003

Nos nove meses do ano, governo coletou quase R$ 430 bilhões. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, arrecadação totalizou R$ 441 bilhões.

A arrecadação tributária do mês de setembro somou R$ 48,5 bilhões, alta de 4,14 %, na comparação com o mesmo mês do ano passado, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A informação foi divulgada nesta
quinta-feira (18) pela Receita Federal.

No acumulado do ano, a coleta chegou a R$ 429,9 bilhões, uma elevação real de quase 10% em relação aos nove primeiros meses de 2006. Levando em conta a inflação do período, o governo arrecadou R$ 435 bilhões até setembro. Esse valor é praticamente o mesmo do total arrecado em 2003, quando as receitas chegaram a R$ 440,7.

Com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo embolsou pouco mais de R$ 27,3 bilhões nos nove meses do ano. Em setembro foram R$ 3,13 bilhões. A previsão é que a CPMF gere um total de R$ 36 bilhões este ano para os cofres da administração pública federal.


Explicações

Segundo a Receita Federal, as arrecadações com Imposto de Renda (IR) e com a cobrança de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) foram os dois principais fatores que elevaram a coleta de tributos em 2007.

No relatório divulgado nesta quinta, a Receita cita o aumento de 22,4% no volume de vendas de carros ao mercado interno. O dinheiro originado com IPI cresceu mais de 15% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com o IR sobre pessoa física, houve um ganho real pouco superior a 35%. A Receita cita o “comportamento relativo ao item ganho de capital na alienação de bens” para justificar a elevação da arrecadação do IR. No Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), das empresas, houve um crescimento real de 12,5%, e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), de 11,96%.

Os setores que mais tiveram aumento de arrecadação de IRPJ e CSLL foram, em relação a janeiro a setembro de 2006: fabricação de veículos automotores (111%), telecomunicações (52%), financeiro (39%), metalurgia (35%) e eletricidade (22%).

Para a Receita, o crescimento da coleta de impostos deve-se ao reflexo do atual cenário macroeconômico. Ela cita um levantamento, feito pela consultoria Economática, sobre o desempenho de 147 empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O estudo mostra uma elevação na rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 37,3%, comparado com igual período do ano anterior.


Fonte: Portal de Notícias G1


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