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24/10/2007

96 usinas de álcool vão eliminar a queima até 2014

O Protocolo Ambiental que estipula o fim da queima de cana-de-açúcar em áreas mecanizáveis até 2014 já foi assinado por 96 usinas do estado de SP. Ao aderir ao documento, essas indústrias se comprometem a usar colheitadeiras – e não o corte manual – em suas plantações até essa data.

Antonio de Padua Rodrigues, diretor-técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), calcula que essas 96 usinas representem 50% do total da cana do Estado, mas há grandes chances de outras empresas aderirem ao protocolo.

A queima dos campos de cana-de-açúcar é um processo necessário para o corte manual. No entanto, o processo é combatido pela população próximas de áreas do plantio por causar danos a atmosfera.

“Existe um pleito da sociedade do Interior paulista de para acabar com a queima de cana”, diz Marcos Jank, presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar).

No entanto, o fim da colheita manual levanta uma preocupação: para onde vai a mão-de-obra que hoje trabalha nos campos. “Hoje são 200 mil cortadores de cana em todo o Estado de São Paulo”, conta Jank.

Para o presidente da Unica, esse é um dos motivos pelos quais ainda se coloca um prazo estendido para o fim da colheita manual.

“Eliminar a queima de cana de um dia para outro seria um desastre sócio-econômico”, disse ele, lembrando que um cortador paulista ganha em média R$ 850.

A Unica calcula que sejam criados 70 mil empregos nas usinas em decorrência da mecanização, o que aliviaria o impacto.
 
As informações são do jornal Diário do Grande ABC - SP


Fonte: ABTC


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