Confira as últimas notícias sobre a Transal e o mercado de transportes.

18/09/2008

18/09/08 - Indústrias catarinenses mais perto do mercado de carbono

"Em um momento em que se fala tanto em aquecimento global e Protocolo de Kyoto, o programa é uma maneira de a indústria catarinense participar mais desse debate",

As indústrias catarinenses podem estar mais próximas de ingressarem no mercado de créditos de carbono. Amanhã, às 14h, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina lançará o Programa Mercado de Carbono Fiesc/CNI, um projeto inédito no País, por envolver todo um setor na utilização dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL). O projeto pretende informar às indústrias sobre as possibilidades do ingresso nesse mercado e dar suporte às empresas que quiserem investir nele.

José Lourival Magri, presidente da Câmara de Meio Ambiente da Fiesc, afirma que a primeira ação do programa é a entrega de questionários para empresas com potencial para ingressarem no mercado de créditos de carbono, como as agroindústrias, as do setor metal-mecânico e florestal, para que por meio das respostas seja elaborado um diagnóstico do potencial das indústrias do Estado para se inserirem no mercado. Detectada as potencialidades para o investimento nessa área, as empresas interessadas em investirem receberão consultorias individuais.

Projeto também prevê a criação de uma página de informações na internet

Além das consultorias, a Fiesc, Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e o Senai, realizadores do projeto, e os industriais catarinenses terão um site dedicado ao MDL (www.fiescnet.com.br/mdl), no qual poderão ter acesso a informações e tirar dúvidas com consultores especializados. O projeto também irá desenvolver um programa de capacitação para até 30 indústrias selecionadas a partir do diagnóstico. Segundo Magri, a idéia é que a Fiesc firme parcerias com bancos de fomento para a realização do projeto. A primeira etapa do programa - o site, o diagnóstico e a capacitação das indústrias - deve ser concluída ainda esse ano. "Em um momento em que se fala tanto em aquecimento global e Protocolo de Kyoto, o programa é uma maneira de a indústria catarinense participar mais desse debate", afirma.

Para Magri, a adoção do MDL trará benefícios para a empresa que incluir as práticas de uma produção em conformidade ambiental. Em primeiro lugar, a MDL possibilitaria melhoras no processo produtivo e no resultado final da empresa. Outro ponto são as possibilidades de negociação que o mercado de créditos de carbono oferece. "A venda dos créditos de carbono colabora com a redução da poluição e gera uma alternativa de rendimento para as empresas", afirma.

Por   Milena Nandi

 


Fonte: Jornal A Tribuna


Outras notícias